terça-feira, 3 de novembro de 2009
Megaprojecto solar no Sara vai fornecer 15% da energia da Europa
Chama-se Desertec Industrial Initiative, foi anunciado ontem em Munique por um consórcio liderado por empresas alemãs e tem a ambição de ser uma alternativa renovável à dependência da Europa do gás natural fornecido pela Rússia.
Para isso pretende satisfazer 15% das necessidades energéticas europeias em 2050 através de uma vasta rede de centrais solares no deserto do Sara.
rede vai estender-se ao Norte de África e Médio Oriente e o consórcio - a que pertencem empresas como a Siemens, o Deutsche Bank, a RWE e a E.On - espera começar a fornecer electricidade à Europa em 2015.
Está previsto um financiamento inicial da UE da ordem dos mil milhões de euros, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão, mas o investimento global no projecto envolve cerca de 267 mil milhões de euros.
A primeira etapa do projecto será a construção de um complexo de grandes centrais no Norte de África com a tecnologia da electricidade solar de concentração (CSP ou concentrated solar power), que utiliza centenas de espelhos parabólicos para focar os raios solares em contentores de água. O calor transforma a água em vapor, que põe turbinas em movimento a gerar electricidade 24 horas por dia.
O potencial de produção de electricidade do Sara é enorme. Os cientistas dizem que se apenas 3% da superfície deste deserto fosse coberta por centrais de energia solar, seria gerada electricidade suficiente para satisfazer as necessidades de consumo de todo o Mundo!
Segundo o Centro Aeroespacial Alemão, dentro de 40 anos as centrais a instalar no âmbito deste projecto poderiam produzir mais de metade das necessidades em electricidade da Europa, Norte de África e Médio Oriente. Mas está prevista também a construção de parques eólicos.
Tecnologia cara e insegurança de abastecimento?
O projecto conta com o apoio explícito do governo alemão, do presidente francês, Nicholas Sarkozy, e do presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.
Mas há críticos em relação à iniciativa que argumentam que, com o desenvolvimento tecnológico, será mais barato e mais eficiente gerar energia de forma descentralizada instalando directamente painéis solares nos telhados das casas dos europeus, do que recorrer a sistemas centralizados e distantes dos consumidores.
Com efeito, o transporte de electricidade do deserto do Sara para a Europa implica a construção de uma nova rede de alta tensão que obrigará a investimentos muito avultados da parte do consórcio promotor da Desertec Industrial Initiative. E o preço actual da electricidade solar de origem térmica é uma das barreiras à produção em larga escala, porque é bastante mais cara que a electricidade gerada pelos combustíveis fósseis.
Por outro lado, o problema da segurança do abastecimento de energia à Europa não será resolvido, já que o Desertec e a nova rede de alta tensão vão atravessar países politicamente instáveis e o Velho Continente continuará dependente de países terceiros para as suas necessidades energéticas, tal como hoje acontece com o petróleo e o gás natural.
Para isso pretende satisfazer 15% das necessidades energéticas europeias em 2050 através de uma vasta rede de centrais solares no deserto do Sara.
rede vai estender-se ao Norte de África e Médio Oriente e o consórcio - a que pertencem empresas como a Siemens, o Deutsche Bank, a RWE e a E.On - espera começar a fornecer electricidade à Europa em 2015.
Está previsto um financiamento inicial da UE da ordem dos mil milhões de euros, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão, mas o investimento global no projecto envolve cerca de 267 mil milhões de euros.
A primeira etapa do projecto será a construção de um complexo de grandes centrais no Norte de África com a tecnologia da electricidade solar de concentração (CSP ou concentrated solar power), que utiliza centenas de espelhos parabólicos para focar os raios solares em contentores de água. O calor transforma a água em vapor, que põe turbinas em movimento a gerar electricidade 24 horas por dia.
O potencial de produção de electricidade do Sara é enorme. Os cientistas dizem que se apenas 3% da superfície deste deserto fosse coberta por centrais de energia solar, seria gerada electricidade suficiente para satisfazer as necessidades de consumo de todo o Mundo!
Segundo o Centro Aeroespacial Alemão, dentro de 40 anos as centrais a instalar no âmbito deste projecto poderiam produzir mais de metade das necessidades em electricidade da Europa, Norte de África e Médio Oriente. Mas está prevista também a construção de parques eólicos.
Tecnologia cara e insegurança de abastecimento?
O projecto conta com o apoio explícito do governo alemão, do presidente francês, Nicholas Sarkozy, e do presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.
Mas há críticos em relação à iniciativa que argumentam que, com o desenvolvimento tecnológico, será mais barato e mais eficiente gerar energia de forma descentralizada instalando directamente painéis solares nos telhados das casas dos europeus, do que recorrer a sistemas centralizados e distantes dos consumidores.
Com efeito, o transporte de electricidade do deserto do Sara para a Europa implica a construção de uma nova rede de alta tensão que obrigará a investimentos muito avultados da parte do consórcio promotor da Desertec Industrial Initiative. E o preço actual da electricidade solar de origem térmica é uma das barreiras à produção em larga escala, porque é bastante mais cara que a electricidade gerada pelos combustíveis fósseis.
Por outro lado, o problema da segurança do abastecimento de energia à Europa não será resolvido, já que o Desertec e a nova rede de alta tensão vão atravessar países politicamente instáveis e o Velho Continente continuará dependente de países terceiros para as suas necessidades energéticas, tal como hoje acontece com o petróleo e o gás natural.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Método de produção de energia limpa a partir de água salgada
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Algarve no topo da reciclagem
O Algarve é a região do país a nível continental que mais contribui para reciclagem per capita, enviando por ano cerca de 18 mil toneladas de materiais como vidro, papel e cartão. Só a região da Madeira envia mais.
Quem o afirma é o administrador da ALGAR, empresa que faz o tratamento e valorização de resíduos sólidos no Algarve, Hélio Barros. O responsável falava esta segunda-feira, à margem da cerimónia de entrega da certificação do Sistema Integrado de Gestão da Qualidade e Ambiente da Algar.
A ALGAR possui dois aterros sanitários, no Barlavento e no Sotavento, oito estações de transferência, duas unidades de triagem, treze ecocentros, duas unidades de compostagem de verdes e duas de produção energética de biogás.
Quem o afirma é o administrador da ALGAR, empresa que faz o tratamento e valorização de resíduos sólidos no Algarve, Hélio Barros. O responsável falava esta segunda-feira, à margem da cerimónia de entrega da certificação do Sistema Integrado de Gestão da Qualidade e Ambiente da Algar.
A ALGAR possui dois aterros sanitários, no Barlavento e no Sotavento, oito estações de transferência, duas unidades de triagem, treze ecocentros, duas unidades de compostagem de verdes e duas de produção energética de biogás.
Portway planta 132 arvores no montenegro

A Câmara Municipal de Faro vai plantar 132 árvores na Freguesia de Montenegro, depois de assinar o protocolo com a Portway –Handling de Portugal, Sa, no próximo dia 26 de Janeiro, na escola EBI - Jardim de Infância do Montenegro.
A Portway é uma empresa portuguesa do grupo ANA – Aeroportos de Portugal que opera no aeroporto de Faro, tendo obtido recentemente a certificação ambiental, tornando-se a primeira companhia em Portugal e uma das quatro companhias de handling a nível mundial a estar certificada.
Esta é uma forma que a Portway encontrou para compensar as emissões de dióxido de carbono, oferecendo à Câmara de Faro uma árvore por cada mil litros de gasóleo consumido pelos equipamentos que opera.
Na cerimónia, que vai contar com a presença do presidente da Câmara Municipal de Faro, José Apolinário, e de administradores da Portway, será plantada simbolicamente uma das 132 árvores na presença dos alunos da escola.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Associação Académica da UAlg organiza acção de limpeza na Praia de Faro e na mata de Gambelas

A Associação Académica da Universidade do Algarve vai levar a cabo uma acção de limpeza na Praia de Faro e na mata de Gambelas nos próximos dias 22 e 23 de Novembro (Sábado e Domingo). Convida-se toda a comunidade, estudante ou não estudante, a participar, dando assim um pequeno contributo ambiental para preservar estas zonas que são tão utilizadas e nada cuidadas.
Dia 22 de Novembro - Limpeza da mata de Gambelas
Ponto de encontro - Portão da Universidade, no Campus de Gambelas, às 13h30.
Dia 23 de Novembro - Limpeza da Praia de Faro
Ponto de encontro - No estacionamento em frente à ponte da Ilha de Faro, às 13h30.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Monchique vai ter central de biomassa em 2012
O Algarve vai ganhar a primeira central de biomassa em 2012, estrutura amiga do ambiente que transformará resíduos de floresta em electricidade, cujos objectivos, além de obter energia, é prevenir incêndios e oferecer empregos.
A biomassa é feita a partir de mato, resíduos de cascas, folhas ou ramos de árvores, árvores, produtos agrícolas como a beterraba ou cereais ou ainda a partir de gás animal.
A central de biomassa terá um investimento na ordem dos 75 milhões de euros da Bioeléctrica - empresa controlada pela EDP Altri - e estima-se que vá gerar cerca de 20 empregos directos e cerca de 150 empregos indirectos para recolha, processamento e transporte da biomassa.
A central de biomassa ficará na localidade de Alcanforado, Foz dos Besteiros, que faz fronteira com o concelho de Odemira e vai produzir energia para «satisfazer um consumo médio anual de cerca de 100 mil habitantes.
A biomassa é feita a partir de mato, resíduos de cascas, folhas ou ramos de árvores, árvores, produtos agrícolas como a beterraba ou cereais ou ainda a partir de gás animal.
A central de biomassa terá um investimento na ordem dos 75 milhões de euros da Bioeléctrica - empresa controlada pela EDP Altri - e estima-se que vá gerar cerca de 20 empregos directos e cerca de 150 empregos indirectos para recolha, processamento e transporte da biomassa.
A central de biomassa ficará na localidade de Alcanforado, Foz dos Besteiros, que faz fronteira com o concelho de Odemira e vai produzir energia para «satisfazer um consumo médio anual de cerca de 100 mil habitantes.
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